Aprendi a duras penas que o meu relógio não marca o mesmo tempo, aprendi da forma mais impactante como quebrar a cara, aprendi a correr atrás do que foge de mim como o diabo foge da cruz, aprendi a calar-me quando o que mais me sufoca seria expurgado por um grito. Dando tapas na cara de um leão faminto, 2 leões distintos, todos os dias, todos os dias.
Aprendi a aprender, aprendi a ser palhaço, aprendi a reaprender, aprendi a guardar meus desejos em garrafa que não quebra, de vidro que não racha, aprendi a guardar em caixa de sapato em voltas de barbante e cadarço, aprendi a amar e a perdoar, aprendi a me decepcionar e a perdoar, aprendi a rastejar e a perdoar, vai perdoar assim longe!
Seria feliz fazendo qualquer coisa simples da vida, dessas que não se precisa de muita labuta cerebral para se atingir o pico vertical do diploma. Seria mais feliz com uma vida besta e “deteriorana”, mandando cartas, proseando numa varanda, aprendendo uma moda de viola. Seria feliz tangendo bois em cavalo de trote marcado, chupando cana, passando gel no cabelo e alfazema para ser cheirado pela esposa na cama. Assistindo a TV sem saber opinar em nada, longe das guerras e atentados, longe de crises de mercado, longe do mal indo a missa, vida boa sem malícia. Ouvindo meu radinho FM na programação noturna, tomando um café quente espantando o sono, acordando de bom grado, sem fastio, sem preguiça com o canto exagerado do galo, alarme mais que moderno, seria feliz se nunca usasse um terno. Seria feliz fazendo qualquer coisa que não fosse as que eu faço, fazendo uma só coisa das que tenho vontade, sempre pela metade. Seria feliz com meus sentimentalismos, com meus reumatismos, minhas falhas de memória, seria feliz mesmo só sabendo contar uma história. Feliz na quixabeira, feliz no xaxado do forró, feliz fazendo fogueira flamejante, feliz ligando uma vez por ano, de um telefonte público pra falar com parente distante, feliz ao lado dela, com aquele sorriso gigante, com boca deslizante... feliz com minha caneca favorita, feliz com uma lambida esquisita de um gato de estimação, feliz de coração e cheiro de alecrim...Eu, meu amor e 3 bambinos no jardim.
Aprendi a aprender, aprendi a ser palhaço, aprendi a reaprender, aprendi a guardar meus desejos em garrafa que não quebra, de vidro que não racha, aprendi a guardar em caixa de sapato em voltas de barbante e cadarço, aprendi a amar e a perdoar, aprendi a me decepcionar e a perdoar, aprendi a rastejar e a perdoar, vai perdoar assim longe!
Seria feliz fazendo qualquer coisa simples da vida, dessas que não se precisa de muita labuta cerebral para se atingir o pico vertical do diploma. Seria mais feliz com uma vida besta e “deteriorana”, mandando cartas, proseando numa varanda, aprendendo uma moda de viola. Seria feliz tangendo bois em cavalo de trote marcado, chupando cana, passando gel no cabelo e alfazema para ser cheirado pela esposa na cama. Assistindo a TV sem saber opinar em nada, longe das guerras e atentados, longe de crises de mercado, longe do mal indo a missa, vida boa sem malícia. Ouvindo meu radinho FM na programação noturna, tomando um café quente espantando o sono, acordando de bom grado, sem fastio, sem preguiça com o canto exagerado do galo, alarme mais que moderno, seria feliz se nunca usasse um terno. Seria feliz fazendo qualquer coisa que não fosse as que eu faço, fazendo uma só coisa das que tenho vontade, sempre pela metade. Seria feliz com meus sentimentalismos, com meus reumatismos, minhas falhas de memória, seria feliz mesmo só sabendo contar uma história. Feliz na quixabeira, feliz no xaxado do forró, feliz fazendo fogueira flamejante, feliz ligando uma vez por ano, de um telefonte público pra falar com parente distante, feliz ao lado dela, com aquele sorriso gigante, com boca deslizante... feliz com minha caneca favorita, feliz com uma lambida esquisita de um gato de estimação, feliz de coração e cheiro de alecrim...Eu, meu amor e 3 bambinos no jardim.

2 comentários:
eu sempre quis um jardim...
até coleciono idéias do que fazer num jardim.
mas acho que quando tivermos nosso jardim, vou só deixar ele ir crescendo ao acaso, livre. Igual o que sinto por ti.
Acho fantástico como entendo perfeitamente cada palavra tua, não sei se é assim com qualquer um que leia. Não, acho que não...
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"Quando o homem inventou a roda, logo Deus inventou o freio, um dia um feio inventou a moda e toda roda amou o feio"